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Campanha Amianto 04 04 Thiago Benedetti 31 768x513Profissionais da saúde sobre os malefícios do amianto e disponibilizar um material educativo para que seja distribuído nas residências.

 

Na tarde desta quarta-feira (4), o CEREST de Diadema iniciou as atividades da campanha de esclarecimento sobre o uso irregular do amianto. A equipe esteve na UBS Piraporinha para orientar os profissionais da saúde sobre os malefícios do amianto e disponibilizar um material educativo para que seja distribuído nas residências. A campanha envolve palestras até 13 de abril que buscam orientar os profissionais da área da saúde e a população de Diadema.

O técnico de Segurança do Trabalho da CEREST, Wilson Fernandes, foi um dos palestrantes que reforçou a importância de passar a informação adiante. “Ainda existem casas com telhas compostas de amianto. É perigoso! Saber quais os problemas que o manuseio e a inalação do pó de amianto podem causar no corpo humano é fundamental para combatê-lo”, disse.

Apesar de ainda existirem caixas d’água feitas de amianto, Fernandes alerta que o risco é o manuseio do produto. “As pessoas não correm nenhum risco ao ingerir a água que vem deste tipo de caixa. O problema está no manuseio e na inalação sem nenhum tipo de proteção, já que o produto solta um pó tóxico que prejudica o sistema respiratório e pode causar câncer”, esclareceu o técnico.

Funcionária da UBS Piraporinha há um ano, a agente de saúde Cristiane Leite não tinha conhecimento dos riscos que o amianto pode causar. Para ela, a palestra serviu para orientá-la sobre o procedimento correto e agregou ao conhecimento profissional. “Vou passar o que aprendi para família e vizinhos. O ganho não é só pessoal, já que poderei orientar, da melhor maneira, os pacientes”. Após a palestra, a equipe do CEREST percorreu os comércios para vistoriar os locais.

Uso

Décadas atrás, o uso de telhas e caixas d’água de amianto ou asbesto, em casas e indústrias, era comum. Porém, desde 2008, a Lei Estadual 12.684 determinou que a utilização deste componente fosse proibida. Isso porque causa diversos problemas à saúde, especialmente respiratórios como câncer no pulmão e laringe.

Atualmente, o amianto já foi proibido em mais de 50 países e, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 100 mil pessoas morrem por ano devido a doenças causadas pelo asbesto. O problema se dá na inalação do amianto, que estimula mutações celulares que podem originar tumores malignos no sistema respiratório.

Fonte: REPORTER DIÁRIO

 

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